quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Determinantes históricos /social e culturais para o surgimento da sociologia.

Ai que preguiçaaaaaa!!!! Este post vai ficar enorme , não é ? Isso é pra vocês que estão lendo , imagina para mim que estou escrevendo .Força na peruca , Bel!!!!!!!Ou....se utiliza do recurso dos alunos safados :copia e cola .É isso ai! E assim , vocês descobrem um material de consulta muito bom pra estudar e se aprofundar na disciplina , essa apostila da secretaria estadual do Paraná.Para não perderem “o fio da meada” logo abaixo faço um resumo do texto, mas por favor lêem o texto ,cambada!!!!

Em resumo , aluninhos , a sociologia como ponto de vista científico teve que ter como seus antecessores o Renacismento e o Iluminismo , visões de mundo que valorizavam explicações racionais , portanto , objetivas do mundo em detrimento das explicações religiosas subjetivistas da realidade típica da idade média.Inclusive Maquiavel é considerado o pai da ciência política , pois pela primeira vez pensou racionalmente o exercício do poder , sem fazer referências á explicações ou moral religiosa .

A emergência do capitalismo com a revolução industrial trouxe inúmeros problemas sociais que demandaram o surgimento da sociologia , afinal ciência gosta de “pobrema” , não é?

E que problemas !!!!!.A expulsão de uma massa de trabalhadores do campo para a cidade, afim de ocupar os campos cultiváveis com a produção de insumos para a industria , por exemplo, lã . Uma acelerada urbanização com problemas sanitários decorrentes tais como a proliferação de doenças e epidemias.E dada a fartura de mão de obra nas cidades e adicionado a dinâmica da competição por lucros do capitalista os trabalhadores eram explorados até exaustão ou morte.

Afinal o lucro do capitalista vem da extração de sobre-trabalho ou mais valia (o trabalhador produz 10 celular e o capitalista paga o salário equivalente a 1 celular), e não é bem lucro que se chama , mas de “valor” .O valor na sociedade capitalista acontece na produção , e não na venda como o senso-comum acredita.(ver .A mercadoria .Capital 1.De Karl Marx).

Nesta época não havia regulação sobre o trabalho bem definidos , os direitos trabalhistas ainda estavam por ser conquistados .Deste modo , valia de tudo para extrair a mais-valia :trabalho de criança, de mulher, de 12 a 18 horas por dia , de dia e de noite e etc.Isso pagando uma miséria , que dava mal para comer .Dai com a experiência das revoluções burguesas que apregoavam a igualdade , a liberdade e fraternidade entre os homens , os trabalhadores é obvio que começaram a se revoltar .Afinal , “o que que era isso”?!!!!!!!!Esse tipo de reação assustava a burguesia, que já dona do Estado “mandava o cacete no povo”.Nesse quadro de rápidas mudanças sociais , conflitos e problemas sociais é que nasce a sociologia tentando entender esses problema

“A falta de um entendimento comum por parte dos sociólogos sobre a ciência , possui em boa medida , uma relação com a formação de uma sociedade dividida em antagonismos de classe .A existência de interesses opostos na sociedade capitalista penetrou e invadiu a formação da sociologia (...)O carácter antagônico da sociedade capitalista , ao impedir um entendimento comum por parte dos sociológos em torno ao objeto e métodos de investigação desta disciplina , deu margem ao nascimento de diferentes tradições sociológicas ou distintas sociologias , como prefere afirmar alguns sociólogos”.

Martins, Carlos Benedito .O que é sociologia .São Paulo: Brasiliense , 2003.(Primeiros Passos).Pg 34, 35.

Logo, a sociologia , desde seu início , não foi marcada pelo consenso , mas por intensos debates entre diferentes correntes de pensamento .Existiam desde as correntes que procuram explicar a sociedade a partir de se seus fundamentos econômicos (Karl Marx) ( o econômico determina outras dimensões da vida humana como a política e a cultura) , e outros , como Weber que realizaram uma interpretação causal da cultura e da história ( aspectos culturais , ethos , modelam a economia. A ética protestante e o espírito do capitalismo) .Também havia perspectiva teóricas que explicavam a sociedade a partir de uma tendência à integração , como Émile Durkheim.( coesão social , por exemplo.).

A ”Gênesis Sociológica”: Everaldo Lorensetto

É importante...

Nesse início de trabalho, buscaremos conhecer como a Sociologia surgiu, para depois sabermos como é que ela pode nos ajudar a entender a sociedade, bem como os problemas levantados pela atividade anterior. Vamos fazer um passeio pela história para encontrarmos suas bases. Acompanhe:

Como tudo começou!

Apesar da ciência sociológica ser considerada nova, pois ela se consolidou por volta do século XIX, a angústia de se entender as sociedades, por sua vez, não é tão nova assim. Se olharmos para a Grécia Antiga, vamos ver que lá já havia o desejo de se entender a sociedade.

No século V a.C, havia uma corrente filosófica, chamada sofista, que começava a dar mais atenção para os problemas sociais e políticos da época. Porém, não foram os gregos os criadores da Sociologia.

Mas foram os gregos que iniciaram o pensamento crítico filosófico. Eles criaram a Filosofia (que significa amor ao conhecimento) e que, por sua vez, foi um impulso para o surgimento daquilo que chamamos, hoje, de ciência, a qual se consolidaria a partir dos séculos XVI e XVII, sendo uma forma de interpretação dos acontecimentos da sociedade mais distanciada das explicações míticas.

Foram com os filósofos gregos Platão (427-347 a.C) e Aristóteles (384-322 a.C), que surgiram os primeiros passos dos trabalhos mais reflexivos sobre a sociedade. Platão foi defensor de uma concepção idealista e acreditava que o aspecto material do mundo seria um tipo de fruto imperfeito das idéias universais, as quais existem por si mesmas. Aristóteles já mencionava que o homem era um ser que, necessariamente, nasce para estar vivendo em conjunto, isto é, em sociedade. No seu livro chamado Política, no qual consta um estudo dos diferentes sistemas de governo existentes, percebesse o seu interesse em entender a sociedade.

Já na Idade Média...

Séculos mais tarde, no período chamado de Idade Média (que vai do século V ao XV, mas exatamente entre os anos 476 a 1453), houve, segundo os renascentistas (que vamos conhecer mais à frente), um período de “trevas” quanto à maneira de ver o mundo. Segundo eles, havia um prevalecer da fé, onde os campos mítico e religioso, tendiam a oferecer as explicações mais viáveis para os fatos do mundo. Na Europa Medieval, esse predomínio religioso foi da Igreja Católica Tal predomínio da fé, de certo modo, e segundo os humanistas renascentistas, asfixiava as tentativas de explicações mais especulativas e racionais (científicas) sobre a sociedade. Não cumprir uma regra ou lei estabelecida pela sociedade, poderia ser entendido como um pecado, tamanha era a mistura entre a vida cotidiana e a esfera sobrenatural. (...)

Tudo caminhava para o uso da razão

O predomínio, na organização das relações sociais, dos princípios religiosos durou até pelos menos o século XV. Mas já no século XIV começava a acontecer uma renovação cultural. Era o início do período conhecido por Renascimento.

Os renascentistas, com base naquilo que os gregos começaram, isto é, a questionar o mundo de maneira reflexiva (como já contamos anteriormente), rejeitavam tudo aquilo que seria parte da cultura medieval, presa aos moldes da igreja, no caso, a Católica.

O renascimento espalhou-se por muitas partes da Europa e influenciava a arte, a ciência, a literatura e a filosofia, defendendo,sempre, o espírito crítico.

Nesse tempo, começaram a aparecer homens que, de forma mais realista, começavam a investigar a sociedade. A exemplo disso temos Nicolau Maquiavel (1469-1527) que, em sua obra intitulada de O

Príncipe, faz uma espécie de manual de guerra para Lorenzo de Médici. Ali comenta como o governante pode manipular os meios para a finalidade de conquistar e manter o poder em suas mãos.Obras como estas davam um novo olhar para sociedade, olhar pelo qual, através da razão os homens poderiam dominar a sociedade, longe das influências divinas.

Não perdendo de vista...

Estamos contando tudo isso para que você perceba que nem sempre as pessoas puderam contar com a ciência para entender o mundo,sobretudo o social, que é o queremos compreender.

Dessa maneira, muitas pessoas no passado, ficaram ‘presas’ principalmente, àquelas explicações a respeito da realidade que eram baseadas na tradição, em mitos antigos ou em explicações religiosas.

O Iluminismo

Já no século XVIII, houve um momento na Europa, chamado de Iluminismo, que começou na Inglaterra e na França, mas que posteriormente espalhou-se por todo o continente em que a idéia de valorizar a ciência e a racionalidade no entendimento da vida social tornouse ainda mais forte.

Uma característica das idéias do Iluminismo era o combate ao Estado absoluto, ou absolutismo, que começou a surgir na Europa ainda no final da Idade Média, no século XV, em que o rei concentrava todo o poder em suas mãos e governava sendo considerado um representante divino na terra, uma voz de Deus, a qual até a igreja, não raramente, se sujeitava.

Com a ciência ganhando força, era, digamos, inviável o fato de voltar a pensar a vida e a organização social por vias que não levassem em conta as considerações da ciência em debate com as de fundo religioso. Como por exemplo, imaginar os governantes como sendo representantes sobrenaturais.

Nesse período, a continuada consolidação da reflexão sistemática sobre a sociedade foi ajudada por autores como Voltaire (1694-1778), filósofo que defendia a razão e combatia o fanatismo religioso; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), que estudou sobre as causas das desigualdades sociais e defendia a democracia; Montesquieu (1689-1755), que criticava o absolutismo, e defendia a criação de poderes separados (legislativo, judiciários e executivo), os quais dariam maior equilíbrio ao Estado, uma vez que não haveria centralidade de poder na mão do governante.

Portanto, com a contribuição Iluminista...

A partir das teorias sobre a sociedade que no período Iluminista surgiram, é que começa a ser impulsionada, ou preparada, a idéia da existência de uma ciência que pudesse ajudar a interpretar os movimentos da própria sociedade.

Consolidação do Capitalismo e a Revolução

Industrial!

Estamos mudando de assunto?

Mudando em parte, porém não estamos deixando de falar do surgimento da Sociologia. Há outros elementos que a motivaram surgir. As transformações na sociedade européia não estavam ocorrendo somente no campo das idéias, como era o caso da consolidação da ciência como ferramenta de interpretação do mundo, que vimos até aqui.

Há também a consolidação do sistema capitalista, culminando com a Revolução Industrial, que ocorreu em meados do século XVIII, na Inglaterra, gerando grandes alterações no estilo de vida das pessoas, sobretudo nas das que viviam no campo ou do artesanato. Estes temas despertavam o interesse de críticos da época.

Dessa maneira, quando a Sociologia iniciou os seus trabalhos, ela o fez com base em pensadores que viram os problemas sociais ocasionados a partir da crise gerada pelos fatos acima mencionados.

Acompanhe:

Recorrendo à História para entendermos...

Podemos dizer que o início do sistema capitalista se deu na chamada Baixa Idade Média, entre os séculos IX e XV, na Europa Ocidental.

A partir do século XI, com as “cruzadas” realizadas pela Igreja Católica, para conquistar Jerusalém que estava dominada pelos muçulmanos, um canal de circulação de riquezas na Europa foi aberto.

O contato cultural e o comércio do ocidente com o oriente europeu foram retomados via Mar Mediterrâneo. Com a movimentação de pessoas e riquezas houve, na Europa Ocidental, o surgimento de núcleos urbanos, conhecidos por burgos. Destes, ressurgiram as cidades, pois existiam poucas naquele tempo.

As chamadas corporações de ofício, que eram uma espécie de associação que organizava as atividades artesanais para ter acordo entre os preços de venda e qualidade do produto, por exemplo, começaram a aparecer a fim de regular o trabalho dos artesões que vinham para as cidades exercer sua profissão. Aqui vemos que a idéia do lucro se fortalecia. Mais tarde, os europeus começaram a explorar o comércio em termos mundiais, principalmente depois dos séculos XV e XVI e das chamadas Grandes Navegações. Por exemplo, com o descobrimento da América, muita riqueza daqui era levada à Europa para a criação de mercadorias que seriam vendidas nesse mercado mundial que estava surgindo. A idéia de uma produção em série de mercadorias começava a surgir.As antigas corporações de ofícios foram transformadas pelos comerciantes da época em manufatura.

O trabalho manufatureiro acontecia com vários artesãos, em locais separados e dirigidos por um comerciante que dava a eles a matéria-prima e as ferramentas. No final do trabalho encomendado, os artesões recebiam um pagamento acertado com o comerciante.

Mais à frente ainda, os comerciantes (futuros empresários capitalistas) pensaram que seria melhor reunir todos esses artesãos num só lugar, pois assim poderiam ver o que eles estavam produzindo. Além de cuidar da qualidade do produto, o controle sobre a matéria-prima e ritmo da produção poderia ser maior.

Foi então que surgiu a idéia da fábrica...

Um lugar com uma produção mais organizada, com a acentuação da divisão de funções, onde o artesão ia deixando de participar do processo inteiro de produção da mercadoria e onde passava a operar

apenas parte da produção. Desse ponto para a implantação das máquinas movidas a vapor, restava somente o tempo da invenção das mesmas.

Quando o inventor escocês James Watt (1736-1819) conseguiu patentear a máquina a vapor, em abril de 1784, ela veio dar grande impulso à industrialização que se instalava, aumentando a produção, diminuindo os gastos com mão-de-obra e aumentando o acúmulo de capital.

Veja o quadro que se montava...

O sistema feudal da Europa Ocidental, estava sendo superado. Ele não conseguiria suprir as necessidades dos novos mercados que se abriam. O sistema capitalista, com base na propriedade privada e no

lucro, isto é, na acumulação de capital, estava sendo consolidado.A partir da Revolução Industrial (século XVIII), as cidades da Europa Ocidental começavam a se transformar em grandes centros urbanos comerciais e, posteriormente, industriais. Muitas delas “inchadas” por desempregados. O estilo de vida das pessoas estava se transformando para alguns de forma violenta e radical – como era o caso de muitos camponeses que eram expulsos pelos senhores das terras que as cercavam para criar ovelhas e fornecer lã às fábricas de tecidos.Já no caso dos artesãos, esses “perdiam” sua qualificação profissional e o controle sobre o que produziam, ou seja, de profissionais, passavam a “não ter profissão”, pois a indústria era quem ditava que tipo de profissional precisava ser. Não importava se fossem grandes arte-sãos, só precisariam aprender a operar a máquina da fábrica. Se fosse hoje, usaríamos o termo aprender a “apertar botões”. Dessa maneira, como não tinham capital para ter uma produção autônoma e competir com a fábrica, submetiam-se ao trabalho assalariado.

Novas e grandes invenções estavam sendo realizadas no campo tecnológico, como as próprias máquinas a vapor das indústrias. O comércio mundial estava aumentando cada vez mais. O mundo estava “encolhendo”, em termos de fronteiras comerciais e ficando “europeizado”.

E em meio a isto, duas classes distintas emergiam: a composta pelos empresários e banqueiros, chamada de classe burguesa, e a classe assalariada, ou proletária.

A classe burguesa é aquela que ao longo do tempo veio acumulando capital com o comércio e reteve os meios de produção em suas mãos, isto é, as ferramentas, os equipamentos fabris, o espaço da fábrica, etc., bem como o poder político. Já a classe proletária, sem capital e expropriada dos meios de produção por meio de sua expulsão dos feudos e das terras comuns, tornava-se fornecedora de mão-de-obra aos donos das fábricas.

Agora perceba comigo:

O quadro social na Europa Ocidental do período passava, então, por transformações profundas, provocadas pela consolidação do sistema capitalista, pela valorização da ciência contrapondo as explicações míticas a respeito do mundo, pela abertura de mercados mundiais e pelos conflitos derivados das condições de vida miseráveis dos operários, confrontadas com o enriquecimento da classe burguesa. É em meio a todas essas mudanças que a Sociologia começa a ser pensada como sendo uma ciência para dar respostas mais elaboradas sobre os novos problemas sociais.

A Sociologia e suas teorias, as quais vamos ver a seguir, se constituem ferramentas de reflexão sobre a sociedade industrial e científica que surgia.

Retirado de Sociologia / vários autores. – Curitiba: SEED-PR, 2006.pg 17-31.

download http://www.4shared.com/document/dYBN0pL2/ensino_mdio_sociologia.htm

Nenhum comentário:

Postar um comentário